terça-feira, 23 de março de 2010

Os desafios do emagrecimento

Todo mundo sabe, e parece até meio clichê falar isso, que emagrecer é muito difícil. Requer bastante força de vontade e foco para se manter na linha e fugir das armadilhas com a qual nos deparamos todos os dias.

Muitas amigas e parentes vêm até mim pedindo dicas e querendo saber quais os métodos que utilizei para emagrecer. Costumo dizer que emagrecer vem de dentro para fora, ou seja, o primeiro passo é você realmente querer. Não adianta a família fazer pressão, o namorado ou marido dizer que vai lhe deixar se você não perder peso nem as amigas fazerem complô para te fazer comer menos. Algo precisa acontecer na sua vida, para que você pare, pense e chegue - sozinha - à seguinte conclusão: eu não quero mais viver assim.

Foi assim que aconteceu comigo. Certa vez, quando eu tinha meus 15 anos e pesava mais de 90kg, sentei para jantar meus costumeiros três pãezinhos franceses recheados de manteiga, quando a cadeira de balanço extra reforçada quebrou comigo e me levou ao chão. Ela simplesmente não suportou meu peso. Aquela situação humilhante, de me ver no chão toda suja de manteiga, sendo levantada por duas pessoas, aliada à lembrança de anos e anos de humilhação na escola e de apelidos horrorosos como "rolha de poço" e "baú da felicidade", me fizeram tomar a decisão de fazer uma dieta urgente, decisão essa que mudou minha vida para sempre. Digo isso porque já emagreci e engordei novamente, mas nunca mais pesei 90 quilos, nem mesmo cheguei perto disso.

O segundo passo é ter consciência de que dieta é pra vida toda. Quem já foi gordinho não pode se descuidar nunca (eu que o diga...). Basta você liberar por um fim de semana para se desmotivar e esse fim de semana se tranformar em um mês, um ano... Sem perceber, você recupera todo o peso perdido; em alguns casos, engorda ainda mais. Por isso, sou adepta da reeducação alimentar. É preciso que se reaprenda a comer, a perceber que não precisamos comer até nos sentirmos lotados de comida. Comer menos nos deixa mais dispostos porque não ficamos com aquela sensação incômoda de estômago pesado. Além do mais, é apenas uma questão de costume; o nosso organismo acaba se acostumando ao menor volume de comida e sentimos menos fome. Por isso que todos dizem que a dieta é mais difícil nas primeiras semanas. Importante é ter força para aguentar os primeiros dias. O resto, a gente vai levando, um dia de cada vez.

Outro ponto importante - e muito difícil - é aprender a pensar magro. Como eu já falei aqui no blog, muitas pessoas emagrecem, mas continuam pensando como gordos. Aí a dieta vira uma verdadeira tormenta; basta uma amiga comer um pedaço de bolo de chocolate na sua frente para você desabar em prantos. Particularmente, eu acho que chorar por causa de comida é ridículo (não que eu já não tenha feito - uma vez chorei horrores no banheiro porque estava de dieta e não podia comer bolacha recheada). Manter o autocontrole e ter em mente que manter uma alimentação saudável vai ter ajudar em vários aspectos de sua vida além da perda de peso, ajudam a superar esses momentos difíceis. Já prestaram atenção que os magros não dão tanta importância a comida quanto os gordos? Ao contrário, pouca comida já os deixa satisfeitos. Talvez seja por isso que eles são magros, não é?

A prática de exercícios físicos não podem ficar de fora dessa lista. Eu sei que fazer exercícios é um verdadeiro tormento para algumas pessoas - inclusive pra mim, confesso. É chato, cansativo e, como demora alguns meses para mostrar resultados visíveis, algumas vezes pode ser desmotivante. Eu mesma detestava fazer exercício. Ainda hoje sinto preguiça de começar. Mas é inegável o bem que faz ao nosso corpo e à nossa mente. Portanto, para ficar mais fácil, é preciso procurar uma atividade física que mais combine com você, seja caminhada, corrida, puxar ferro na academia... Para quem detesta todo tipo de exercício, sugiro a dança. Que tal colocar suas músicas favoritas para tocar e começar a remexer o esqueleto? Além de perder muitas calorias, é diversão na certa!

Por último, quero chamar a atenção para um ponto importante: é preciso separar nossas emoções da comida. Se você é do tipo que desconta suas tristezas, alegrias, mágoas, decepções e vitórias na comida, pode dar adeus a esse hábito maléfico. Comida nenhuma cura depressão, ao contrário, faz com que você se sinta pior ainda e com a autoestima mais baixa. É uma espécie de círculo vicioso; você está triste, come para tentar se animar, engorda, fica mais triste ainda, as roupas deixam de caber em você, que passa a não sair mais de casa, e isso lhe deixa mais triste... Que tal, da próxima vez em que você ficar muito triste ou muito feliz, descontar essas emoções se esbaldando numa pista de dança, ouvindo suas músicas prediletas, desabafando com a melhor amiga/namorado/marido, vendo um bom filme, ou, como eu, escrevendo? Tenho certeza de que você vai se sentir muito melhor no final!


Espero que tenham gostado do texto! Até a próxima!

4 comentários:

  1. Nossa amiga que texto ótimo! Adorei! Já vou colocar em pratica todas as dicas que você deu! Um beijo bem grande!!!

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  2. Oi, Ive, eu tenho esse problema desconto tudo de ruim na comida, pretendo parar mas e difil suas palavras dão forças pra gente bjo amiga

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  3. gracy disse:
    Oi, Ive...obrigada adorei, realmente é uma injeçao de animo...nos encoraja a levar adiante o tao sofrido regime.Me identifiquei bastante com tudo o que li...obrigada
    UM beijao

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  4. oi amor,
    seus textos sao otimos!!!!
    bj

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