segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Quem é vivo sempre (des)aparece


Entenderam o título do post? Quando a gente vive (e com isso quero dizer ter vida própria e cuidar somente dela), de vez em quando a gente precisa dar uma desaparecida. Para colocar a casa em ordem, adiantar o trabalho ou se dedicar a um único projeto. O bom é que, geralmente, quem desaparece sempre aparece em seguida. Melhor do que antes, até. Foi exatamente o meu caso. Precisei de uns dias longe de tudo, para me concentrar no meu trabalho, que foi difícil nos primeiros dias, não nego. Agora, porém, com tudo longe de estar resolvido, mas certamente encaminhado, estou de volta. Obrigada por todo o carinho, preocupação e mensagens fofas das amigas antigas e das novas. Que a força esteja conosco.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Era um vestido estampadinho de rosinha...


Quando a gente está gorda, acaba escolhendo uma roupa que vira uma espécie de farda. Você levanta da cama, experimenta praticamente todas as peças do guarda roupa, vê que nenhuma serve. O que você faz, então? Recorre a uma roupa que tem certeza de que vai caber. Uma espécie de porto seguro, ao qual você recorre sempre que precisa (ou seja, praticamente todos os dias).

O problema é que, como qualquer roupa, nossa fardinha também se desgasta com o passar do tempo. E muitas vezes nós nem percebemos, continuamos usando, porque enfim, é confortável. No meu caso, a farda a qual eu recorro quase sempre é esse vestidinho rosa aí em cima. Nesse dia eu o estava usando pela primeira vez, numa confraternização de trabalho. Depois, não sei bem o porquê, virou minha roupa de gorda. Evitei ao máximo ir às compras para evitar voltar pra casa com blusas tamanho G e calças 46, mas já está mais que na hora de aposentar meu vestidinho. Quem sabe, longe do conforto dele, eu tome vergonha na cara e emagreça...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Nota

Sei que estou muito em falta com vocês, pois já há vários dias não posto nada. o problema é apenas o danado do tempo - meu trabalho como professora do Estado está tomando quase todo o meu tempo e quase me deixando louca. Prometo aproveitar a chegada do feriadão para colocar algumas coisas em dia. No mais, obrigada a todos que me mandaram emails e mansagens carinhosas e preocupadas. Grande beijo e sucesso a todas nós!

sábado, 2 de outubro de 2010

Planejamento financeiro

Sei que este blog não é de forma nenhuma sobre finanças, mas acredito que existam muitas pessoas por aí que, como eu, acabam gastando mais do que ganham não só com coisas supérfluas, mas principalmente com as contas do cotidiano. E aí haja empréstimo, cheque especial, cartão de crédito estourado... quem de nós já não passou ou ainda passa por isso? Para nos ajudar, achei essa entrevista muito interessante no site da PREVI:



Planejamento financeiro: dívidas e decisões de consumo

Quando é realmente necessário fazer um empréstimo? Como fazer o planejamento financeiro e controlar os gastos? Sobre dívidas, consumo e outros temas de relevada importância na vida moderna entrevistamos o economista José Guilherme Vieira do núcleo de economia financeira da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Site PREVI: Quase todas as pessoas têm algum tipo de financiamento, ou carnê de alguma compra. Adquirir bens de consumo por meio de financiamentos é uma característica do brasileiro?
José Guilherme Vieira: O brasileiro vem adquirindo esse hábito desde que a inflação baixou no Brasil, na metade da década de 1990. Hoje em dia, cresce o endividamento por meio de cartão de crédito, mais do que por outros meios. Todavia, o grau de endividamento das famílias brasileiras, a despeito de apresentar crescimento, ainda é considerado baixo.


Site: Quando contratar um empréstimo pode ser útil?

Vieira: Principalmente se for um empréstimo mais barato (tipo consignado) para pagar dívidas caras como o cartão de crédito. Mas também para adquirir coisas úteis ou que venham para aumentar o patrimônio. É o caso de um carro para quem precisa dele para ganhar dinheiro, ou uma casa, que vai se somar ao seu patrimônio e valorizar com o tempo.


Site: E como acabar com as dívidas?

Vieira: Mudando os hábitos mais elementares. A primeira coisa é fazer uma relação das dívidas e liquidar as mais caras. É possível tomar empréstimos para pagar um conjunto de dívidas e unificar suas despesas com juros em um único contrato. A melhor maneira é tomar um consignado para isso. Daí, financiar esse empréstimo em prestações que caibam no orçamento e não se endividar mais do que o necessário. Também é possível refinanciar o carro ou a casa, pois os juros desses tipos de empréstimos são tão baratos como o consignado. Com uma grande soma em mãos,  paga-se o cartão de crédito e o cheque especial. Ficando apenas com um empréstimo para pagar. O custo final desse tipo de operação é bem mais barato do que empurrar dívidas caras para frente.


Site: Existe um jeito de não contrair dívidas?

Vieira: Sim, se organizando. Tome um papel e uma caneta e veja quanto gasta por mês. Se, de partida, as contas não fecham, estabeleça logo um corte de despesas. Além disso, não tenha muitas linhas de crédito. Elas são tentadoras. Elimine cartões desnecessários.


Site: Como controlar as contas pessoais?

Vieira: É preciso ter sempre em mente o que dá pra fazer com seus rendimentos. A propaganda sempre lhe dirá para comprar mais. Você pode se tornar vítima de uma indústria que vai lhe fazer comprar o que precisa e o que não precisa, com a promessa de que isso lhe trará felicidade. Não faça das mercadorias uma válvula de escape para seus problemas. Resolva seus problemas sem criar outros.


Site: Utilizar um caderninho ainda é eficaz no controle dos gastos?

Vieira: Sim. Essa medida é muito eficaz e ajuda no planejamento de gastos.


Site: O financiamento de longo prazo (acima de 12 meses) é indicado para quais compras?

Vieira: Carros e veículos em geral. Mas, os mais vantajosos são os destinados a adquirir imóveis, pois eles valorizam.


Site: O valor de um financiamento deve ter um limite de comprometimento do salário?

Vieira: Sim. Eu diria que até uns 25% do ganho mensal não são comprometedores ao orçamento.


Site: Existe o “consumo consciente”?

Vieira: Lamentavelmente, eu acredito que as pessoas não praticam o consumo consciente. As mercadorias estão se tornando cada vez mais supérfluas e, mesmo assim, conseguem convencer as pessoas de que precisam de uma série de quinquilharias para serem felizes. Somente quando separarmos felicidade e consumo da mesma frase teremos consumidores verdadeiramente conscientes. A montanha de desperdício que se acumula nos lixões das grandes cidades é prova de que não chegamos a isso, ainda.