sábado, 2 de outubro de 2010

Planejamento financeiro

Sei que este blog não é de forma nenhuma sobre finanças, mas acredito que existam muitas pessoas por aí que, como eu, acabam gastando mais do que ganham não só com coisas supérfluas, mas principalmente com as contas do cotidiano. E aí haja empréstimo, cheque especial, cartão de crédito estourado... quem de nós já não passou ou ainda passa por isso? Para nos ajudar, achei essa entrevista muito interessante no site da PREVI:



Planejamento financeiro: dívidas e decisões de consumo

Quando é realmente necessário fazer um empréstimo? Como fazer o planejamento financeiro e controlar os gastos? Sobre dívidas, consumo e outros temas de relevada importância na vida moderna entrevistamos o economista José Guilherme Vieira do núcleo de economia financeira da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Site PREVI: Quase todas as pessoas têm algum tipo de financiamento, ou carnê de alguma compra. Adquirir bens de consumo por meio de financiamentos é uma característica do brasileiro?
José Guilherme Vieira: O brasileiro vem adquirindo esse hábito desde que a inflação baixou no Brasil, na metade da década de 1990. Hoje em dia, cresce o endividamento por meio de cartão de crédito, mais do que por outros meios. Todavia, o grau de endividamento das famílias brasileiras, a despeito de apresentar crescimento, ainda é considerado baixo.


Site: Quando contratar um empréstimo pode ser útil?

Vieira: Principalmente se for um empréstimo mais barato (tipo consignado) para pagar dívidas caras como o cartão de crédito. Mas também para adquirir coisas úteis ou que venham para aumentar o patrimônio. É o caso de um carro para quem precisa dele para ganhar dinheiro, ou uma casa, que vai se somar ao seu patrimônio e valorizar com o tempo.


Site: E como acabar com as dívidas?

Vieira: Mudando os hábitos mais elementares. A primeira coisa é fazer uma relação das dívidas e liquidar as mais caras. É possível tomar empréstimos para pagar um conjunto de dívidas e unificar suas despesas com juros em um único contrato. A melhor maneira é tomar um consignado para isso. Daí, financiar esse empréstimo em prestações que caibam no orçamento e não se endividar mais do que o necessário. Também é possível refinanciar o carro ou a casa, pois os juros desses tipos de empréstimos são tão baratos como o consignado. Com uma grande soma em mãos,  paga-se o cartão de crédito e o cheque especial. Ficando apenas com um empréstimo para pagar. O custo final desse tipo de operação é bem mais barato do que empurrar dívidas caras para frente.


Site: Existe um jeito de não contrair dívidas?

Vieira: Sim, se organizando. Tome um papel e uma caneta e veja quanto gasta por mês. Se, de partida, as contas não fecham, estabeleça logo um corte de despesas. Além disso, não tenha muitas linhas de crédito. Elas são tentadoras. Elimine cartões desnecessários.


Site: Como controlar as contas pessoais?

Vieira: É preciso ter sempre em mente o que dá pra fazer com seus rendimentos. A propaganda sempre lhe dirá para comprar mais. Você pode se tornar vítima de uma indústria que vai lhe fazer comprar o que precisa e o que não precisa, com a promessa de que isso lhe trará felicidade. Não faça das mercadorias uma válvula de escape para seus problemas. Resolva seus problemas sem criar outros.


Site: Utilizar um caderninho ainda é eficaz no controle dos gastos?

Vieira: Sim. Essa medida é muito eficaz e ajuda no planejamento de gastos.


Site: O financiamento de longo prazo (acima de 12 meses) é indicado para quais compras?

Vieira: Carros e veículos em geral. Mas, os mais vantajosos são os destinados a adquirir imóveis, pois eles valorizam.


Site: O valor de um financiamento deve ter um limite de comprometimento do salário?

Vieira: Sim. Eu diria que até uns 25% do ganho mensal não são comprometedores ao orçamento.


Site: Existe o “consumo consciente”?

Vieira: Lamentavelmente, eu acredito que as pessoas não praticam o consumo consciente. As mercadorias estão se tornando cada vez mais supérfluas e, mesmo assim, conseguem convencer as pessoas de que precisam de uma série de quinquilharias para serem felizes. Somente quando separarmos felicidade e consumo da mesma frase teremos consumidores verdadeiramente conscientes. A montanha de desperdício que se acumula nos lixões das grandes cidades é prova de que não chegamos a isso, ainda.


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